
Tenho um lado poeta que ama... E um lado poeta que amarga. Tem um lado que sonha... E um lado que cansa. Tenho em minha vida uma paz que se cansa, e um tormento que acalma. Uma aflição que me corrói, e um pensar que me maltrata. Tenho amores que já deixei. Aqueles que o acaso me afastaram, e aqueles que a vida nos obrigou. Aqueles que o tempo fez, por si só, uma barreira. Mas tenho amores que já nem lembram as coisas que vivemos, os anos que sofremos, e os que sorrimos. E, apesar disso, são meus amores mais profundos. Sou um lado poeta. E do outro, atriz de minhas próprias memórias.
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(Por: Layanna Aquino)
terça-feira, 24 de novembro de 2009
LADOS DE MIM
domingo, 5 de julho de 2009
CANTE

Cant
O desafino é a dor que sai.
O descompasso é o coração desritmado.
A letra errada é o desjo de ser tudo diferente.
E você pode e deve ser feliz. Portanto, cante!
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(Por: Layanna Aquino)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
ENTRE LAMBIDAS E MORDIDAS, O AMOR
Tem gente que não entende o amor que tenho por ti. Não sabem por quantas coisas já passamos. Fostes minha amiga, minha companheira fiel. Me devotou amor incondicional, e ainda devota. Quantas vezes sentiu que eu estava triste e sentou ao meu lado me olhando com as duas bolas pretas que eram seus olhos, que hoje, vencidos pelo tempo, já mudaram de cor e não enchergam mais tão bem. Mas ainda assim você vem lamber minhas mãos quando estou triste, num pedido secreto para que eu dê um sorriso e faça um afago em seu pelo. Tão intensamente sabes o quanto eu sofreria se você partisse, e talvez por isso ainda não tenha ido. Mas sei que um dia precisará ir, embora peço parar não ter que te ver partir. Foi o meu presente que nasceu no dia do meu aniversário de cinco anos, e, esse ano, quando eu fizer vinte, estará fazendo 15, sobrevivendo pelo amor. Talvez não chegue lá, mas saberei o quanto me amou. E um dia, quando era nosso aniversário, você deu à luz a tres filhotinhos lindos. Eu já não me importo mais quando falam mal de você, quando não entendem o que você representa para mim, quando dizem que eu deveria lhe sacrificar, ou mesmo quando fala que está feia. A velhice chegou e lhe trouxe cada detalhe ruim, eu sei. O pelo já não é mais preto, os ouvidos e a visão não são mais os mesmos. Tua alegria e espontaneidade há muito se esgotaram, andas cansada. Rimos de suas loucuras, enquanto outros reclamam da mesma. Mas eu lhe amo com a mesma intensidade da primeira vez, quando nasceu e fomos te ver, escolher se levaríamos você ou sua irmã. Lembro que mamãe pôs vocês duas no colo e vocês bateram a cabeça, então ela escolheu a mais gordinha. Foi o meu presente. O meu troféu. A minha preta. O meu amor. A minha Lalá. Pena que tantos não entendam o que isso significa para mim. Não espero que, com isso, as pessoas te olhem com outros olhos, não seria tão utópica, mas que entendam que não és simplesmente a minha cahorra velha, mas a minha companheira que viveu comigo, cresceu comigo, e que pra sempre amarei. . . (Por: Layanna Aquino)
sexta-feira, 27 de março de 2009
MANIFESTO CULTURAL
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Eu sou

Eu sou aquele bebê de 3,800kg que nasceu há uns anos atrás. Eu sou aquela criança tímida que se refugiava na saia da mãe. Sou aquela mesma criança que sorriu e se sentiu dona da atenção aos cinco anos qnd representou pela primeira vez. Eu sou aquela criança que um dia você aí talvez tenha visto chorar no ônibus, ou pirracear na rua. Sou aquela criança que brincou de queimada, pique pega, pique bandeira. Sou aquela que chorou quando colocou um gesso pesado e não pode andar sem ajuda. Essa mesma que tantas vezes cansou de rir. Sou aquela pré-adolescente que você ouviu a conversa na rua enquanto eu falava sobre amor com uma amiga. Sou uma adolescente cheia de sonhos. Sou aquela que tantas vezes foi na loja de doces de fez amizades com os atendentes. Sou aquela mesma adolescente que depois correu na praia para tentar emagrecer. Sou aquela criança, aquela adolescente e aquela jovem que lutou, luta e lutará pelos seus sonhos. Serei aquela adulta repleta de vitórias, e aquela idosa cheia de boas lembranças do que viveu.
(Por: Layanna Aquino)
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Eternamente
Enquanto todas essas coisas estão acontecendo ao nosso redor, enquanto pessoas choram emoções expostas, eu te olho lembrando de cada momento.
Tarde quente de um outono desregulado, nossos olhos se encontraram pela primeira vez.
Não sei como foi em ti, meu doce anjo, mas meu coração queria saltar pelas ruas comemorando, minhas pernas sentiam tanto frio que tremiam. E eu te amei. Não como palavras esquecidas em uma carta de amor. Mas como sonhos que parecem tão reais que nos fazem acordar desejando que se tornem verdadeiros. Como a primavera precisa das flores, eu só seria eu se tivesse a ti. Como pássaro só se torna pássaro quando voa.
Algo agora me desperta, e me traz de volta ao presente.
Momento único e precioso. As pessoas esperam emocionadas por nossas respostas.
-Lucas, você aceita Sophie como sua legítima esposa?
-Aceito. Eternamente.
E agora somos...
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Porque, amor?

Fechei meus olhos. Devagar. Sentindo meus cílios se tocarem. Minha respiração foi ficando cada vez mais profunda, meu corpo foi amolecendo, eu fui caindo. Eu entraria mais uma vez no mundo dos sonhos. E eu sei,eu sabia, eu tinha certeza... Eu sonharia com você. Como o pão que não pode ficar sem o trigo, como a chuva que não é chuva se não for a água. Meus sonhos não seriam sonhos se não fossem com você, por você e a você. Não, amor, ainda não me acostumei com a sua perda. E ainda posso sentir o teu toque. Não, amor, eu não te esqueci, você está aqui comigo por todos os caminhos, a todo momento. Porque eu não posso mais te tocar, amor? Se todos ao meu redor parecem ter seus amantes e seus sorrisos são tão felizes. O toque de seus corpos parecem quentes, acolhedores. Sinto tanta falta daquela abraço protetor, das vezes que nossas mãos se encontravam e se perdiam na leveza do toque e na intensidade do nosso amor. Porque tantos sorrisos pelas ruas se eu já nem posso mais ver o seu? Do que me importa sorrir agora se você não pode admirar isso em mim? Porque você se foi e me deixou aqui, amor? Tão sozinha, tão triste. Eu não sou nada, não sou mais ninguém. E você, que me disse tantas vezes que éramos um, para sempre, para todo sempre. Porque você se foi e eu permaneço aqui? Então nunca fomos um? Metades inseparáveis, agora separadas. Porque não posso mais ver o brilho dos seus olhos? Aqueles que eram tão lindos. Rios para minha perdição. Então me diz, amor. Me diz que nada foi assim, tão em vão. Porque, amor? Se eu, que te amo tanto, estou aqui sozinha... O que será de mim? E eu te amo tanto, que já nem vivo sem o teu viver, amor.
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(Por: Layanna Aquino)
