"Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba. E que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer. Porque metade de mim é platéia, e a outra metade é canção. E que a minha loucura seja perdoada... Porque metade de mim é amor... E a outra metade também."

terça-feira, 24 de novembro de 2009

LADOS DE MIM


Tenho um lado poeta que ama... E um lado poeta que amarga. Tem um lado que sonha... E um lado que cansa. Tenho em minha vida uma paz que se cansa, e um tormento que acalma. Uma aflição que me corrói, e um pensar que me maltrata. Tenho amores que já deixei. Aqueles que o acaso me afastaram, e aqueles que a vida nos obrigou. Aqueles que o tempo fez, por si só, uma barreira. Mas tenho amores que já nem lembram as coisas que vivemos, os anos que sofremos, e os que sorrimos. E, apesar disso, são meus amores mais profundos. Sou um lado poeta. E do outro, atriz de minhas próprias memórias.
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(Por: Layanna Aquino)

domingo, 5 de julho de 2009

CANTE


Cante. Pois o teu canto leva ao teu pranto toda calma necessária. E não se importe em ser afinado, ritmado, ou cantar a letra certa. Apenas deixe a voz sair de dentro, sair da alma. Cante suas alegrias e suas tristezas, suas vontades, seus anseios. Cante tudo aquilo que consquistou, tudo que lhe vier a cabeça. Bem dizem que quem canta seus males espantam. Pode acreditar, você se sentirá mais feliz, mais leve, mais solto, mais disposto a amar, a viver, a lutar. Chore, se preciso for, enquanto canta, a lágrima cantada lava a alma aberta pela música.
O desafino é a dor que sai.
O descompasso é o coração desritmado.
A letra errada é o desjo de ser tudo diferente.
E você pode e deve ser feliz. Portanto, cante!
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(Por: Layanna Aquino)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

ENTRE LAMBIDAS E MORDIDAS, O AMOR

Tem gente que não entende o amor que tenho por ti. Não sabem por quantas coisas já passamos. Fostes minha amiga, minha companheira fiel. Me devotou amor incondicional, e ainda devota. Quantas vezes sentiu que eu estava triste e sentou ao meu lado me olhando com as duas bolas pretas que eram seus olhos, que hoje, vencidos pelo tempo, já mudaram de cor e não enchergam mais tão bem. Mas ainda assim você vem lamber minhas mãos quando estou triste, num pedido secreto para que eu dê um sorriso e faça um afago em seu pelo. Tão intensamente sabes o quanto eu sofreria se você partisse, e talvez por isso ainda não tenha ido. Mas sei que um dia precisará ir, embora peço parar não ter que te ver partir. Foi o meu presente que nasceu no dia do meu aniversário de cinco anos, e, esse ano, quando eu fizer vinte, estará fazendo 15, sobrevivendo pelo amor. Talvez não chegue lá, mas saberei o quanto me amou. E um dia, quando era nosso aniversário, você deu à luz a tres filhotinhos lindos. Eu já não me importo mais quando falam mal de você, quando não entendem o que você representa para mim, quando dizem que eu deveria lhe sacrificar, ou mesmo quando fala que está feia. A velhice chegou e lhe trouxe cada detalhe ruim, eu sei. O pelo já não é mais preto, os ouvidos e a visão não são mais os mesmos. Tua alegria e espontaneidade há muito se esgotaram, andas cansada. Rimos de suas loucuras, enquanto outros reclamam da mesma. Mas eu lhe amo com a mesma intensidade da primeira vez, quando nasceu e fomos te ver, escolher se levaríamos você ou sua irmã. Lembro que mamãe pôs vocês duas no colo e vocês bateram a cabeça, então ela escolheu a mais gordinha. Foi o meu presente. O meu troféu. A minha preta. O meu amor. A minha Lalá. Pena que tantos não entendam o que isso significa para mim. Não espero que, com isso, as pessoas te olhem com outros olhos, não seria tão utópica, mas que entendam que não és simplesmente a minha cahorra velha, mas a minha companheira que viveu comigo, cresceu comigo, e que pra sempre amarei. . . (Por: Layanna Aquino)

sexta-feira, 27 de março de 2009

MANIFESTO CULTURAL


Alguém aí pode por favor levantar a mão e me explicar... O que é teatro para você?

Alguém saberia me dizer... O que é força para você?

Tantos me dizem que força é quando um cara ganhou uma briga na rua. Outros dizem que força é conseguir puxar um caminhão com auxílio apenas de uma corda. Você acha que isso é mesmo a força que quero falar?

Hoje, 27 de março de 2009, Dia Internacional do Teatro e Nacional do Circo, atores e atrizes, vestidos de alma teatral saíram às ruas em uma só voz para gritar, lutar. Pessoas unidas reivindicando um bem maior. Cadê você, governo?

No meio da praça uma voz se levanta e diz "Podemos viver sem edifícios enormes, podemos viver sem ar poluído por causa de tantos carros e fábricas, podemos viver sem águas poluídas devido ao crescimento desgovernado das cidades em busca de dinheiro, mas não podemos viver sem o teatro." Não! Não podemos viver sem a arte, sem o teatro, sem a cultura. A cultura é o que marca cada grupo social, é o que dá carater, motivação, é o que rege as nossas vidas direta ou indiretamente. Sem a cultura seremos apenas um amontoado de moléculas formando corpos humanos que se movem em função de um nada.

Autoridades, não nos proíbam de transmitir um pouco daquilo que podemos. Não nos impeçam de sair às ruas e mostrar nossa arte.
"A poesia prevalece..."

Viva o teatro de rua!

Viva o teatro de graça!

Viva o teatro para todos!

Hoje, em cada canto do país, pessoas em uma só voz gritavam "Queremos o nosso direito de fazer teatro!" Cadê o apoio? Precisamos de incentivos. Precisamos de eventos culturas, teatrais! Chega de construir amontoados de concretos de moradias caras nos quais insignificante parte da população poderá morar.

"A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte"

Hoje, naquelas poucas horas que passamos ali, em gritos que não saíam da garganta, gritos que não eram gritados pela voz, mas gritos de desejos que saíam da alma, ali eu pude ver e entender o que realmente é força! Força para lutar, para dar a cara a tapas. Aquela força era tão expressiva que eu sentia que se esticasse um pouquinho mais a mão eu poderia tocar.

Vamos, atores e atrizes. Vamos mambembes, vamos teatro de rua, vamos povo! ACORDEM! Vamos gritar juntos que não queremos ter que pagar para usar espaços públicos para fazer teatro. Vamos gritar por incentivos, não queremos ser reprimidos, não seremos parados! A arte de atuar não pode ser presa em quatro paredes. O teatro não pode ser privilégio de poucos. Vamos gritar, vamos fazer barulho!
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(Por: Layanna Aquino)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Eu sou


Eu sou aquele bebê de 3,800kg que nasceu há uns anos atrás. Eu sou aquela criança tímida que se refugiava na saia da mãe. Sou aquela mesma criança que sorriu e se sentiu dona da atenção aos cinco anos qnd representou pela primeira vez. Eu sou aquela criança que um dia você aí talvez tenha visto chorar no ônibus, ou pirracear na rua. Sou aquela criança que brincou de queimada, pique pega, pique bandeira. Sou aquela que chorou quando colocou um gesso pesado e não pode andar sem ajuda. Essa mesma que tantas vezes cansou de rir. Sou aquela pré-adolescente que você ouviu a conversa na rua enquanto eu falava sobre amor com uma amiga. Sou uma adolescente cheia de sonhos. Sou aquela que tantas vezes foi na loja de doces de fez amizades com os atendentes. Sou aquela mesma adolescente que depois correu na praia para tentar emagrecer. Sou aquela criança, aquela adolescente e aquela jovem que lutou, luta e lutará pelos seus sonhos. Serei aquela adulta repleta de vitórias, e aquela idosa cheia de boas lembranças do que viveu.

(Por: Layanna Aquino)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Eternamente

Enquanto todas essas coisas estão acontecendo ao nosso redor, enquanto pessoas choram emoções expostas, eu te olho lembrando de cada momento.
Tarde quente de um outono desregulado, nossos olhos se encontraram pela primeira vez.
Não sei como foi em ti, meu doce anjo, mas meu coração queria saltar pelas ruas comemorando, minhas pernas sentiam tanto frio que tremiam. E eu te amei. Não como palavras esquecidas em uma carta de amor. Mas como sonhos que parecem tão reais que nos fazem acordar desejando que se tornem verdadeiros. Como a primavera precisa das flores, eu só seria eu se tivesse a ti. Como pássaro só se torna pássaro quando voa.

Enamorados e namorados.
Nos amamos em cada sorriso, em cada olhar cúmplice, em cada sussurro. Nos amamos através dos suores escorrendo de nossos corpos desejosos, pelo silêncio de nossas bocas. Te amei ainda mais nas brigas, desesperado por não te perder.
Noivos apaixonados.
Se lembra, luz da minha vida, de como tremi ao pedir a sua mão em casamento para o seu pai? Mas mesmo aquele homem tão durão sabia que éramos metades introcáveis e inseparáveis.
Algo agora me desperta, e me traz de volta ao presente.
Momento único e precioso. As pessoas esperam emocionadas por nossas respostas.
-Lucas, você aceita Sophie como sua legítima esposa?
-Aceito. Eternamente.
E agora somos...
Marido e Mulher.


(Por: Layanna Aquino)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Porque, amor?


Fechei meus olhos. Devagar. Sentindo meus cílios se tocarem. Minha respiração foi ficando cada vez mais profunda, meu corpo foi amolecendo, eu fui caindo. Eu entraria mais uma vez no mundo dos sonhos. E eu sei,eu sabia, eu tinha certeza... Eu sonharia com você. Como o pão que não pode ficar sem o trigo, como a chuva que não é chuva se não for a água. Meus sonhos não seriam sonhos se não fossem com você, por você e a você. Não, amor, ainda não me acostumei com a sua perda. E ainda posso sentir o teu toque. Não, amor, eu não te esqueci, você está aqui comigo por todos os caminhos, a todo momento. Porque eu não posso mais te tocar, amor? Se todos ao meu redor parecem ter seus amantes e seus sorrisos são tão felizes. O toque de seus corpos parecem quentes, acolhedores. Sinto tanta falta daquela abraço protetor, das vezes que nossas mãos se encontravam e se perdiam na leveza do toque e na intensidade do nosso amor. Porque tantos sorrisos pelas ruas se eu já nem posso mais ver o seu? Do que me importa sorrir agora se você não pode admirar isso em mim? Porque você se foi e me deixou aqui, amor? Tão sozinha, tão triste. Eu não sou nada, não sou mais ninguém. E você, que me disse tantas vezes que éramos um, para sempre, para todo sempre. Porque você se foi e eu permaneço aqui? Então nunca fomos um? Metades inseparáveis, agora separadas. Porque não posso mais ver o brilho dos seus olhos? Aqueles que eram tão lindos. Rios para minha perdição. Então me diz, amor. Me diz que nada foi assim, tão em vão. Porque, amor? Se eu, que te amo tanto, estou aqui sozinha... O que será de mim? E eu te amo tanto, que já nem vivo sem o teu viver, amor.
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(Por: Layanna Aquino)